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quarta-feira, 10 de julho de 2013

É que eu leio mesmo o jornal, e depois deparo-me com coisas destas e acho graça

"Eu devo confessar que o queixo caiu-me aos pés há oito dias e ainda não tive oportunidade de o apanhar."
- In Eleições? Foram no sábado.
João Miguel Tavares, orespeitinhonãoébonito, Público, 9-Jul-2013

domingo, 7 de abril de 2013

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Icaria e Alexandre Dumas

Uma das primeiras coisas que descobri cá em Barcelona foi uma editora chamada Icaria, de que gostei muito. Não o mencionei a ninguém porque ainda não consegui perceber se é boa, ou se é simplesmente reaccionária / sensacionalista. Quero dizer, ainda não sei se tem credibilidade. Mas pelo menos faz-me pensar e põe-me a par de temas que ainda não conhecia. Acho que isso não pode ser mau.

Tenho, desde então, seguido com atenção o blog deles, que hoje, em tom de introdução, contava a seguinte história:

'¿Has leído mi última novela?', preguntó Alejandro Dumas a su hijo. '¿La has leído tú?', le respondió el hijo con lengua viperina. Su padre había escrito El conde de Montecristo con un tal Maquet, que no aparecía ni en los agradecimientos del libro; la segunda parte se la encargó directamente a un portugués llamado Hogan que no hacía demasiadas preguntas. Dumas fue un pionero del ghostwriting, la contratación de escritores fantasmas, o negros, esos autores que "trabajan anónimamente para lucimiento y provecho de otro" (...).

Fiquei em choque, não fazia ideia. E o Telegraph confirma!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Daqui.



Grita o mais alto que conseguires
Aquilo que queres que seja ouvido

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ri-me.

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- in Trendwatching.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011


"Vou comprar a lotaria" é super oldschool. Qualquer pessoa que viva no século XXI aposta no Euromilhões, segundo tenho vindo a constar.

A questão é, o Euromilhões não envolve velhinhos queridos a montar o estaminé ainda antes das 7 da manhã que abordam transeuntes até terem vendido cautelas suficientes para irem satisfeitos para casa.

Eu faço os turnos da noite, e o senhor Cauteleiro da estação de metro da Baixa-Chiado, cujas acções vou acompanhando pela janela, é o meu insuspeito companheiro de madrugadas.

Só que depois, ao sair do Hostel, todos os dias passo por ele e o ignoro.
Hoje foi o dia em que parei para comprar uma.
Custou 3€, eu até pensei que seria mais.

Nunca tinha pensado no Euromilhões da perspectiva do senhor velhinho e querido que vende lotarias.

É o equivalente ao El Corte Inglès para a Pollux.
Do MacDonald's para as tascas de esquina.
Do Pingo Doce para as mercearias de bairro.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Que estranho, não?

Daqui
O passaporte de um dos hóspedes contém a seguinte informação:
Place of birth: USSR


Deve ser um bocado estranho, o país em que nasceste deixar de existir.
Senti qualquer coisa quando pensei nisto.
Faltou-me o ar de repente, deu-me um arrepio.

Nunca tinha pensado que o final da URSS, apesar de ter sido vista enquanto positiva para muita gente, foi também uma mudança de vida de 180º.

Tenho de rever o Good Bye, Lenin.

E que triste seria, Portugal não existir daqui a uns anos.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Isto deve ser um sentimento tão estranho.

"Growing up in India, one thing is certain that one is easily exposed to all that is wrong with humanity."
- By Vaibhav on Almost Everything Me

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Tenho a dizer que não gostei muito desta cena de acordar e pensar "Olá, terceira guerra mundial".

E agora acho que vou bater três vezes na madeira.

domingo, 5 de setembro de 2010

Ambani



Não há dinheiro no mundo que substitua isto de me dar bem com os meus irmãos.
Isso, e somos mais giros.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Emily Oster

Aids is a disease of poverty.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Áнна Ахмáтова

Isto estava para ali numa estante, e depois eu olhei-o, peguei nele e li-o.
E depois, a sério que foi sem querer, mas senti-o.
E era triste.

E um silêncio, Senhor, um silêncio tal
Que se ouve o tempo passar.


E um sol cor de framboesa.

- Anna Akhmatova


(Tirei a imagem daqui)

"Akhmatova's work ranges from short lyric poems to intricately structured cycles, such as Requiem (1935–40), her tragic masterpiece about the Stalinist terror. Her style, characterised by its economy and emotional restraint, was strikingly original and distinctive to her contemporaries. The strong and clear leading female voice struck a new chord in Russian poetry."
IN wikipedia.org

terça-feira, 15 de junho de 2010


(Tirada do site do Público)

Faz-me um bocadinho de confusão, isto de eu me poder dar ao luxo de dedicar todo o meu dia a estudar (ou pior, a pensar nos jogos do mundial...) enquanto no Irão, como em tantos outros sítios, as pessoas ainda não têm voz.
As poucas que o ousam, dão um grito, que é abafado e esquecido.

O egípcio que conheci noutro dia quase que me falava a medo da situação do país dele.
- I heard things are really difficult in your country. You have had the same president for a long time now, haven't you?
- Look, I should not be talking about it, but I'll trust you. I'll trust that no one will find out that we spoke about this.
- What if they do?
- Bad things could happen.
- Like what?
- People disappear.

Ando eu para aqui com a mania que estou no século XXI quando noutros países ainda acontecem destas coisas. As pessoas não têm noção.
Não temos, todos, noção da sorte que temos por vivermos num país ocidental.


Para quem já não tinha a certeza, o Irão é aqui (Tirada da wikipedia)