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quinta-feira, 22 de março de 2012

É o meu novo herói.

A propósito da descoberta do caminho marítimo para a Índia, atribuída a Vasco da Gama, sendo que ele só lá chegou porque tinha o caminho desbravado.

"Nesse ano de 1497, em que partiu a expedição, já Bartolomeu Dias tinha conseguido navegar do Atlântico para o Índico, abrindo aos portugueses a porta deste mar, e também já Pero da Covilhã, que chegara à Índia disfarçado, num navio muçulmano, transmitira informações geográficas que se revelariam preciosas".
- Via Visão, acrescentei eu as partes a negrito.


Uma salva de palmas para o senhor Pêro da Covilhã. Tendia a ser daqueles nomes tipo Diogo Cão ou Fernão Gomes, que sei que pertenceram aos descobrimentos, mas que não consigo dizer ao certo o que fizeram. Nunca mais me esquecerei de quem é.

Acho sinceramente que, caso a nossa indústria cinematográfica fosse ligeiramente mais avançada, já teriam feito um filme sobre o Pêro da Covilhã.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Hoje percebi que "Euro" é um nome super fail

Consideremos os Kwanzas.

Quero dizer, lutas durante anos e anos para conseguir a independência do teu país, e quando finalmente a consegues o nome credível que escolhes para a tua moeda é Kwanza? A sério?

Resposta automática do meu cérebro:
Bom, por essa ordem de ideias: A sério? Passam anos em guerra uns com os outros, e quando finalmente decidem que querem cooperar ao invés de competir o único nome que se lembram para dar à moeda é Euro? Será que a única coisa que os países que têm Euro têm em comum é isso, o nome Europa, Pertencer à UE? Nada mais?

E, realmente. O que é que a Europa tem em comum?
É que: Língua, paisgem, herança cultural, ... E nem sequer pertencemos todos ao império romano!
Haverá sequer uma espécie de pássaros comum a todos os países?! (isso por acaso era querido)

E depois apercebi-me que admiro bastante a pessoa que desenhou as notas dos Euros. É que podem ser feias que dói, mas sempre vão um pouco além do óbvio que é a UE, as suas estrelas, e o seu mapa de países.

sábado, 15 de outubro de 2011

"Pôr as barbas de molho" parece-me claramente ser uma expressão ambígua.

Afinal, estamos a falar das barbas de quem? Do próprio? Do nosso inimigo? De uma pessoa qualquer, desde que alguma barba esteja de molho?

Ou ainda, para complicar ainda mais a questão: Estará a expressão a referir-se às barbas do milho?

Curiosamente, foi à língua espanhola que recorri para resolver esta questão. É que eles têm um provérbio ainda mais desconcertante, Cuando la barba de tu vecino arde, pon la tuya en remojo. Mas afinal quão provável era, em tempos idos, que a barba de alguém entrasse em combustão espontânea?


E depois googlei.
Primeiro, li que a barba era, na Idade Média, símbolo de honra e poder, pelo que tê-la cortada constituiria uma grande humilhação.
Mas isso não me fazia imenso sentido, até porque havia vários sites que enfatizavam que, a partir do século 11, era comum os católicos fazerem a barba para se distinguirem dos protestantes, judeus ou muçulmanos.


E depois, li que o filólogo Aires da Mata Machado defende que expressão foi deturparda ao longo do tempo. Originalmente, seria de bargas, e não de barbas, que se falaria. As bargas seriam como que espigas de trigo, a que se recorria para a construção de casas.


As casas seriam, então, feitas de adobe e o telhado coberto com bargas, e construídas muito próximas umas das outras. Acontecia, por vezes, uma fagulha de chama do fogão de lenha ir parar ao telhado, que então queimava. Os moradores procuravam, então, molhar os próprios telhados, para evitar que o fogo de propagasse.


Faz mais sentido, mas suponho que nunca saberemos a verdade.
E, caso seja verdade, tem piada que a expressão tenha evoluído da mesma forma em português e em espanhol.
É como se a partir de agora toda a gente passasse a dizer "partida, lagarta, fugida".

Acho que, verdadeiramente, somos bons a arranjar boas razões para justificar aquilo que fazemos.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A vila de Arcos de Valdevez chama-se assim porque tem numa ponte de arcos sobre o vale do rio Vez!

Acrescente-se a isto que a internet me está a dizer que foi nas margens deste rio Vez, não muito longe da própria ponte, que se terão encontrado as tropas de Afonso VII de Leão e de D. Afonso Henriques, em 1140.

Consta que o combate foi tão violento que, horas depois, ainda o rio Rio Vez transportava não água, mas sangue, até ao Rio Lima.

domingo, 11 de setembro de 2011

Glastonbury Abbey, Somerset, England


"Pensa-se que a abadia de Glastonbury, em Inglaterra, tenha sido o primeiro templo cristão erigido à superfície terrestre".
- Austin Cline

Uma maneira curiosa de ver as coisas, diria eu.

(PS:
On 25 May 1186, Glastonbury abbey and the wattle church were burnt down. Under the patronage of the king, the abbot launched a national appeal for funds to rebuild the abbey. In two years, enough money had been raised to build the Lady Chapel on the site of the wattle church. The trouble was that the funds began drying up, with the abbey church barely begun. The monks of Glastonbury came up with the scam of linking the riotously popular Arthur with the abbey. In 1191 AD, they declared they had found the grave of king Arthur and Queen Guinevere. They knew exactly who they were because a crude lead cross was also allegedly found inscribed:


"Here lies buried the renowned king Arthur with Guinevere his second wife, in the Isles of Avalon."
Adoro. Está visto que terei de voltar a ler as Brumas de Avalon. Daqui.)